Sexta-feira, Maio 16, 2008

Low culture getting high

Hoje, às 20H00, serei o convidado do programa Invisual, de Marcos Farrajota (editor e autor de banda desenhada) e Rui Tomás. A exclusiva emissão online pode ser sintonizada a partir do site da mítica Rádio Zero, estação orientada para a divulgação da cultura.

O Invisual é um programa que «divulga as promiscuas relações entre a banda desenhada e a música», no qual a conversa é intercalada por passagens musicais que se relacionam com o universo autoral dos convidados.
Além de uma conversa animada em que falo sobre A Conspiração dos Antepassados, do meu trabalho mais antigo em banda desenhada e, ainda, sobre sexo oral, poderão ouvir canções de Screamin' Jay Hawkins e Diamanda Galás, dois artistas que gosto muito, e (escolhida pelo anfitrião) uma música de Machine Head, banda thrash, cujo artwork do álbum de estreia foi produzido por Dave McKean, autor de BD e artista plástico extraordinaire que visitou o nosso país a semana passada a convite do IVº Festival Internacional de BD de Beja.

O programa repete na segunda-feira, às 11H30.

Fiquem com três vídeos dos artistas musicais em destaque na emissão de hoje.



Quinta-feira, Maio 15, 2008

Uma vida verdadeira

O professor de inglês Paul Delany acaba de publicar uma biografia de George Gissing, intitulada George Gissing, A Life. Podem ler sobre ela aqui.


George Gissing escreveu um dos meus romances preferidos, New Grub Street, relato pungente dos desequilíbrios intelectuais e económicos que estratificam a sociedade; um livro que - talvez - tenha inspirado Ayn Rand a escrever The Fountainhead, mas Gissing é mais cruel com os seus heróis: em New Grub Street, os parasitas vencem. Acreditem que o final do livro é revoltante. Todavia, honesto porque Gissing almejava o realismo - e realismo é mesmo a palavra certa para caracterizar tanto a obra-prima dele como a biografia que acaba de sair.

Leiam, também, a respeito do universo do Livro, o post Voragem que se encontra no weblog da editora Livros de Areia.
Como disse certa vez Eduardo Lourenço, e a partir de Guy Debord: «A Sociedade do Espectáculo é - sempre - superior a nós.»

Terça-feira, Maio 13, 2008

Invisualidade


Na próxima sexta-feira, dia 16, às 20H00, serei o convidado do programa Invisual, de Marcos Farrajota (editor e autor de banda desenhada) e Rui Tomás. A exclusiva emissão online pode ser sintonizada a partir do site da mítica Rádio Zero, estação orientada para a divulgação da cultura.

O Invisual é um programa que «divulga as promiscuas relações entre a banda desenhada e a música», no qual a conversa é intercalada por passagens musicais que se relacionam com o universo autoral dos convidados. No próximo programa poderão ouvir canções de Screamin' Jay Hawkins e Diamanda Galás, dois artistas que gosto muito, e (escolhida pelo anfitrião) uma música de Machine Head, banda thrash, cujo artwork do álbum de estreia foi produzido por Dave McKean, autor de BD e artista plástico extraordinaire.

O programa repete na segunda-feira, às 11H30.

Sexta-feira, Maio 09, 2008

The right stuff


Eu posso discordar das preferências pós-modernistas de Calvin, mas tenho de concordar que escrever é muito divertido; principalmente quando se trata de escrever um romance sobre Lisboa: neste momento, estou a trabalhar no meu novo livro e posso garantir que escrevê-lo é como colocar as linhas férreas à frente do comboio em movimento!...
Em breve, partilharei convosco mais informações sobre ele (título, assunto, personagens). Até lá fiquem com esta notificação que o Sonho de Newton não é actualizado com a frequência que eu gostaria, mas que estou sempre por aqui: a ganhar peso, porque não faço mais nada a não ser sentar-me à frente do computador e escrever. Pelo menos, as minhas mãos estão em forma.

Cheers.

Terça-feira, Abril 22, 2008

The heart is a lonely hunter


Diamanda Galás vai tocar em Lisboa no próximo dia 10 de Maio na Aula Magna. O concerto faz parte da digressão mundial através da qual a artista está a promover o novo álbum intitulado Guilty, Guilty, Guilty: compêndio maldito de negríssimas canções de amor, todas gravadas ao vivo, onde figuram temas como Long Black Veil, popularizado pela interpretação de Johnny Cash, Down so Low de Tracy Nelson e Heaven Have Mercy de Edith Piaf.

Eu já tenho o álbum e garanto que consiste no melhor conjunto de covers que Galás edita desde o excelente Malediction and Prayer. Na minha opinião é mais equilibrado e eficaz que La Serpenta Canta. Em Guilty, Guilty, Guilty, Galás consegue introduzir elementos diversificados que remetem para quase todos os títulos da sua vasta discografia, nunca perdendo o foco. O resultado final é impressionante; e destaco, sem hesitar, a magnífica interpretação de O, Death, de Ralph Stanley, peça com quase dez minutos de duração em que a cantora devota todo o seu saber-fazer, oferecendo uma verdadeira experiência.

Como é habitual, a sonoridade que Diamanda Galás imprime neste registo não será para todos os ouvintes (se bem que os seus álbuns de versões acabem por ser mais acessíveis que os de originais), mas quem gostar do estilo e da orientação de compositores/intérpretes carismáticos como os já referidos, mas também de outros com trabalhos mais extremos, como Jarboe ou Sopor Aeternus, não ficará desiludido.

Acredito que aquilo que faz de Galás uma artista convincente é a capacidade que ela tem de agarrar em conceitos e materiais não só extremos como abaixo do radar e apresentá-los de uma forma genuína. Nesta conjectura em que quase tudo aquilo que se lê, que se ouve e que se vê parece artificial, soa a falso e sabe a pré-fabricado, Diamanda Galás é sempre uma escolha inteligente para quem deseja contactar com algo que possui uma aura de legitimidade.

Sexta-feira, Abril 04, 2008

Comics g(al)ore!...

Não tenho actualizado os artigos n'O Sonho de Newton porque me encontro ocupado com diversos projectos que absorvem a minha concentração. Mesmo assim, ainda consegui libertar umas horas para desenhar esta história em banda desenhada, que já estava escrita há algum tempo: trata-se de um trabalho que figurou no fanzine distribuído durante a edição de Março da tertúlia mensal em que a maioria dos elementos do círculo bedéfilo português (da área da Grande Lisboa, no mínimo...) participam. Esse encontro consiste num convívio informal, com jantar à mistura, e o já referido fanzine apresenta sempre uma BD original que pode estar subordinada ao mais diversos temas.

Neste caso, escrevi e desenhei um pastiche à riquíssima personagem de BD Monstro do Pântano (Swamp Thing); com a fase escrita por Alan Moore em mente, já que variados pormenores destas quatro pranchas têm como objectivo conduzir o leitor para esse universo. Como o tempo que dispus para a elaboração da arte não primou pela generosidade, convidei o, também argumentista, Mário Freitas (da Kingpin of Comics) para artefinalizar o conjunto. Penso que fez um excelente trabalho.

Esta BD é descomprometida e o único fito é apenas entreter aqueles que gostam da personagem, e de BD, na generalidade. Lembrei-me de a partilhar convosco. A base do argumento é uma situação verídica, na qual Bernard Shaw constata, em casa do amigo Jagadish Bose, que os legumes sentem dor ao serem cozinhados. Vegetariano, Shaw ficou muito perturbado com a descoberta e, nesta historia, os sentimentos dúbios que experimentou nesse momento serão pervertidos da pior maneira.






É de sublinhar que a bd que escrevi para o catálogo do 17º Festival Internacional de BD da Amadora, intitulada Rei Arenque - preocupada em instrumentalizar determinadas mitologias portuguesas, sob uma orientação autobiográfica; e, até, arquetípica - será publicada em espanhol (galego para ser mais preciso) no número onze da conhecida (no círculo bedéfilo) revista Barsowia editada pelo colectivo Polaquia. Rei Arenque é uma história desenhada e colorida por Richard Câmara, ilustrador com um belíssimo trabalho.


Em breve, darei novidades sobre os trabalhos em decurso.

Cheers.

Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008

Elegia e conspiração

A nona edição da revista Elegy acaba de ser publicada. Entre artigos e entrevistas que observam áreas distintas, mas interdisciplinares, como a música, a fotografia e a ilustração pode ler-se uma pequena entrevista comigo sobre A Conspiração dos Antepassados, assim como uma crítica.

Podem encontrar a revista nos pontos de venda habituais ou usufruir de uma promoção de aniversário que consiste em transferir para o vosso computador uma versão em PDF deste número nove.

Cheers.